terça-feira, março 01, 2005

"Não discriminem os pais do Serginho!"... Dizem eles

Numa bela manhã de Setembro, o Serjinho salta da cama bem cedo; nem foi preciso o pai o acordar! Estava excitadíssimo com o seu primeiro dia de aulas! "Vou aprender muitas coisas e fazer um monte de amigos!" pensava. Ser filho único sempre o fizera sentir um pouco só e agravava ainda mais um certo vazio que sempre sentira, nem mesmo ele sabia porquê; provavelmente seria a falta que lhe fazia a mãe.
- Tem calma que ainda te engasgas! Disse o pai, enquanto o Serginho emborcava o leite antes de engolir o que restava da torrada.
- Realmente Serginho, ainda é cedo!
- Tá bem papá, mas quero chegar cedo à escola para conhecer a minha professora!
- Mas antes vai lavar esses dentes! Replicou o pai, reparando num pedaço de chocapic que se encravou entre os dentes do filho.
Chegado à escola, o Serginho ficou contentíssimo por se ver rodeado de tanta gente. Entrou na sala e sentou-se na segunda fila. Sendo o primeiro dia de aulas, a professora Florinda começou por se apresentar e fazer algumas perguntas aos alunos. A certa altura, o Serginho começou a achar que as perguntas da professora eram esquisitas; quer dizer, as perguntas eram normais, mas achou estranho que todos os meninos davam a mesma resposta! Mas não teve muito tempo para pensar nisso porque entretanto chegou a sua vez:
- Como te chamas?
- Serginho!
- Olá Serginho! Como se chama o teu pai?
- O meu pai? Eu tenho dois, um chama-se José Castelo Branco e o outro Cláudio Ramos.
A professora pensou logo que vivia com a mãe e com o padrasto e, para não o embaraçar, exclamou:
- Que sorte, dois pais! E como se chama a tua mãe?
- Mãe? Eu não sei... Quer dizer, eu tenho os meus dois papás, mas mãe nunca tive...
Os colegas riram-se, na altura, só por acharem estranha a situação, mas mais tarde perceberam bem o que se passava com o Serginho e tentavam disfraçar, mas ele percebia que era tratado de maneira diferente. Era um menino adoptado por um casal de homosexuais e sentia-se mal com isso... (FIM)
Tem-se falado muito em criar uma lei que permita a adopção de crianças por parte de casais homosexuais. A esquerda quer (PS, CDU, e BE) e o centro também já admitiu essa hipótese (pelo menos Santana Lopes). Por isso deixo aqui este exemplo do Serginho para que possamos reflectir sobre o assunto. "Não discriminem os homosexuais!"... "Pelo direito à indiferença!"... Dizem eles. Eles, que escolheram ser diferentes e ir contra a própria natureza humana, querem agora ter meninos! Meninos esses que não puderam escolher e que, como o Serginho, se vão sentir excluídos para o resto da vida. Será isto justo? Ou será que ainda ninguém se lembrou de analisar a questão pelo lado das crianças?!
VLT
PS - A história do Serginho é ficção. Qualquer semelhança com a realidade (inclusivé os nomes das personagens) é pura cu-incidência.

2 Comments:

Anonymous José Viriato said...

História bem triste.
Mas é o que nos espera.
Não vamos é deixar de lutar

11:28 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

gostava só que me mostrassem uma declaração de qualquer membro representativo dos partidos de esquerda citados no post, ou do próprio Santana Lopes, a defender a adopção de crianças por casais homosexuais...

1:17 da manhã  

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